O poder do visual storyteller com o fotógrafo Lucas Sá

O poder do visual storyteller com o fotógrafo Lucas Sá

Olá, estou de volta com mais um papo incrível. Desta vez falando sobre visual storyteller com o fera Lucas Sá, que compartilhou conosco um pouco do seu dia a dia atuando neste universo de infinitas possibilidades e que requer um olhar: sensível, preciso e capaz de refletir toda narrativa e beleza através da imagem. Sem mais, fiquem com a entrevista abaixo,

Lucas Sá | Louquera

Feitos De Música > Lucas por Lucas ?

Lucas Sá > Cria de Realengo, sou fotógrafo há seis anos e há quatro, também atuo como videomaker. Trabalhando, na maior parte do tempo, com música em todas as suas áreas: shows, festas, dança e programas (salve pro Brasil Grime Show).

Seu ritmo (falar da sua essência musical, que papel a música tem em sua vida?)

Lucas Sá > Cara, falar da minha essência musical penso que, automaticamente, vem a música popular brasileira. Com o passar dos anos, fui estudando mais todos os estilos, desde forró a hardcore. Cada ‘’vertente’’ tem um papel crucial na minha construção como ser humano. Tem dia que estou escutando Tribo de Jah, n’outro De Leve, daí ouço Djavan, e por aí vai. Depende do dia. Mas pagode e samba dominam meus ouvidos.

Alcione por Lucas Sá

Feitos De Música > Como a fotografia surgiu em sua vida ou quando você se percebeu fotógrafo?

Lucas Sá > A fotografia surgiu pra mim através do meu pai. Ele sempre carregava uma câmera, sempre fotografava eu e meu irmão. Lembro de uma câmera que ele comprou que era à prova d’água, aquilo pra mim foi bizarro, fotografar na água, tá maluco!

Mais tarde, comecei a trabalhar com produção de show, também atuava como roadie – salve R.Sigma <3 – e isso me aproximou ainda mais da fotografia a ponto de eu comprar uma câmera pra registrar shows de amigos/amigas.

Feitos De Música > Na Twitch.tv/Louquera você divide um pouco do seu processo criativo e referências sobre o universo da fotografia, audiovisual com seus seguidores. Como está sendo a experiência de trocar ao vivo, receber convidados e, também, de estar na frente da câmera para variar?

Lucas Sá > Cara, ta sendo uma experiência bem louca mas eu até que curti o formato da twitch por conta de se parecer muito com o que já faço na rua com a galera que vem trocar ideia sobre fotografia. Nesta pandemia veio com uma luva. Inclusive, se inscrevam lá haha <3

Feitos De Música > Por conta do distanciamento social, muitos artistas precisaram aprender a se fotografar, gravar, editar, etc. O “famoso se vira nos 30”. Tivemos muitos registros de moda, shows e festas virtuais também. Em sua opinião, quando se fala de fotografia remota, o mais importante é: a resolução ou a história a ser contada?

Lucas Sá > História a ser contada PRA CARALH* COM CERTEZA. Resolução é segundo ou terceiro plano dentro da fotografia, na minha opinião né?! Eu me ligo na verdade que a pessoa passa, independente do meio que ela utiliza.

Pedro Gaspar, projeto ELÃ por Lucas Sá

Feitos De Música > Você é o criador do projeto #ELÃ que tem o intuito de apresentar artistas, dançarinos expressando suas artes nas ruas da cidade. Quando surgiu a inspiração para este projeto e como ele é recebido pelo público?  

Lucas Sá > ELÃ surgiu de um trabalho que realizei junto a Bruk Broken Beats, chamado PULSA. Contei com a ajuda do Alexandre Marcondes, Clarissa Ribeiro, Tago Oli e Victorya Devin para realização desse projeto, que foi a representação da dança para cada profissional, dai essa representação cravada na rua. Dança é rua, ta ligado?

ELÃ foi super bem recebida pela galera da dança, fez meu nome ser conhecido no meio. Tá meio parado mas estou maturando as ideias. Mas já deixo registrado aqui que em 2021 vou voltar com tudo!

Feitos De Música > Você já esteve em vários festivais super concorridos, registrando performances de artistas incríveis junto com o time do coletivo I Hate Flash. Conta pra gente qual a essência do coletivo e como surgiu este feat entre vocês?

Lucas Sá > Pra mim, a essência do IHF é a materialização da frase “Brincadeira tem hora’’. Somos sempre bem descontraídos mas quando é pra trabalhar, meu filho, bagulho é doido. Só profissional absurdo, cada um/uma com sua especialidade e torcendo muito pro crescimento como um todo e de todes. Desde 2015 sempre fui muito bem amparado e isso me deu uma base bem sólida pra minha carreira.

Minha entrada rolou naturalmente. Na época, eu estava fazendo muitos registros de festas de ruas e era uma área pouco explorada, na época, pela firma. O mais foda foi isso: fui chamado pra fazer o MEU trabalho. Sempre tive maior abertura pra criar. Sou grato demais por tudo que foi proporcionado <3

Helicoptero Redbull_I Hate Flash por Lucas Sá

Feitos De Música > A fotografia e a música têm o poder de nos transportar para lugares que nunca havíamos imaginado como é o caso de muitos de nós que acompanhamos seu trabalho virtualmente. Qual destes lugares, festivais mais te tocou e dentre todas as músicas ouvidas, qual você definiria como a trilha sonora da sua carreira? 

Lucas Sá > Porr*, tocou até no meu coração essa introdução. É muito isso, a música nos leva a lugares inimagináveis. O que mais me marcou na minha carreira foi uma viagem pra Maceió, fotografar um Reveillon, em 2017. O evento em si não tinha muito a ver comigo, mas toda a atmosfera foi louca demais. Foram 4 dias de lugares PARADISÍACOS, sozinho e trabalhando. Vai ser uma viagem que vou guardar pra sempre.

Te falar, trilha pra minha carreira tem várias, mas tem uma que SEMPRE está presente, que é música “Rouxinol” do Rael.

Eu vi no muro grafitado; Algo forte bem chapado sobre as cores do mundão; Tinha de fundo estampado um céu azul ensolarado; Igual desenho de televisão. Mas a realidade é diferente, o Sol quando aparece; É de torrar a mente e vários passarinhos; Partiram pra outros ninhos pra viver longe da gente’’.

Feitos De Música > Seu olhar como fotógrafo mudou após você se tornar pai da princesa Elis? Se sim, o que a poderia pontuar a respeito? 

Lucas Sá > Então, acho que o foco ficou melhor, tipo, perceber coisas além, sabe? meio dificil de explicar esse ponto, mas é mais ou menos isso. Obrigado pelo princesa porque ela é mesmo <3

Feitos De Música > Quais são os três maiores desafios como visual storyteller ao atender um briefing para registrar um show? 

Lucas Sá > Planejamento, sagacidade e, sobretudo, jogo de cintura.

Feitos De Música > Que dicas você pode dar para quem esta começando a fotografar? E mais, como encontrar, criar sua marca?

Lucas Sá > A melhor dica é: Conte a sua verdade. Não existe ninguém melhor do que você pra contar o que você sabe. O resto é resto, e com o tempo se aprende.

Feitos De Música > Te indico (até três fotógrafos que você admira e que a gente deve conhecer)

> Alessandra Lima (@movedby) – fotógrafa e produtora

> Ami Chavy (@amichavy) – fotógrafo e gifmaker

> Cassiandra Azevedo (@cassiandrazevedo) – fotógrafa | still e marketing

Mais um papo incrível chegando ao fim, e se você curtiu e deseja acompanhar de perto o trabalho do Lucas Sá, mas conhecido como Louquera, basta acompanhar o trabalho dele nas redes sociais,e se inscrever no canal dele no Twitch e ficar sempre informado sobre este universo visual 😉

Até a próxima,

Cristiano De Jesus

Cristiano De Jesus

Eu, comunicador e sonhador, filho da Dona Rosa e do Sr. João que, enquanto admira às belezas da vida, ouve boas histórias e muitas músicas para criar sua própria trilha sonora.

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