Haynabian Amarante fala sobre o mercado de Live Marketing

Haynabian Amarante fala sobre o mercado de Live Marketing

Olá, estou de volta com mais um bate-papo super interessante. Desta vez, vamos falar um pouco sobre os bastidores do mercado de Live Marketing e como ressignificar a produção de eventos com a querida Haynabian Amarante, mais conhecida como Bibi. Essa paulistana que é Publicitária, Head de Eventos e atua na área há mais de 10 anos.

Então, se você quer saber: como fazer o seu público interagir e criar o senso de pertencimento (tão possível no presencial) quando estamos fazendo evento online?, que skills você precisa ter para ser um bom produtor e também pensar em como ser/entregar um projeto diferente?, esse papo é para você. Sem mais, se liga neste conteúdo incrível abaixo 😉

Feitos De Música > De que ritmo (s) você é feita?

Bibi > Sou bem eclética, gosto muito de R&B, Black Music, Rap. Mas amo Jazz e MPB. Curto muito um bom samba, o pagode fez parte da minha adolescência, assim como o rock internacional e nacional. E por incrível que pareça, gosto de clássicos internacionais.  Minha casa sempre foi movida a música, com todos os estes estilos que eu citei acima.

Feitos De Música > Você atua na área de produção de eventos há bastante tempo. Como você entrou neste universo e o que mais te fascina nele?

Bibi > Eu sempre fui uma pessoa muito extrovertida, com facilidade e interesse por comunicação, então a decisão de qual profissão seguir não foi muito difícil. Mesmo assim, estava em dúvida entre jornalismo, relações públicas e publicidade. Fiz um curso preparatório das três áreas, e optei por publicidade.

Me preparei durante toda a faculdade para ser planejamento de campanhas publicitárias, mas acabei indo para a vertente de eventos, atuando como planejamento e como produção. Além de todo o fascínio por “fazer ao vivo”, por planejar e produzir experiências de retorno imediato. Possuo referências de mercado em casa e na família, minha mãe Haydée Alexandre, meu primo Fábio Amarante e posteriormente minha irmã Odara Amarante, todos atuantes de mercado e um grande incentivo e inspiração. Somado a tudo isso, minha grande motivação é estratégia.

Pensar em todos os detalhes, desde o ponto de contato com o convidado ou público, até o momento final, quando o evento, ativação, show, experiência são entregues e poder vivenciar a sensação de sucesso e realização visível em todos os participantes é indescritível.

Feitos De Música > Você assinou junto ao time da agência F/Malta o espaço da Seara na última edição do Rock In Rio. Como foi ajudar a orquestrar uma produção deste nível e como se dá o processo de mensurar e apresentar resultados de uma ativação como esta para o cliente?

Bibi > Foram 04 meses de trabalho intenso e uma orquestra com muitos maestros e muitas etapas, pessoas e parceiros. Uma produção como essa envolve bastante gente, inúmeros detalhes, testes, pré-montagens e principalmente mudança de público foi o nosso grande desafio. A pergunta principal a ser respondida é:

– Como engajar um público diverso, em um evento com duração de 07 dias, sabendo que a grande razão de todas as pessoas estarem ali são os shows e não as ativações, mas ao mesmo tempo responder à altura devido ao evento ter o histórico das melhores ativações para o público que busca entretenimento?

Foi extremamente gratificante quando no primeiro dia nosso espaço estava lotado, saindo em vários veículos como um dos melhores espaços do Rock In Rio, sendo compartilhado e principalmente sendo elogiado pelo público que estava lá diariamente. E assim seguimos até o final.

Feitos De Música > As livestreaming foram às primeiras ações que agências feat marcas encontraram para manter contato com seu público e assim fortalecer sua presença digital em meio a esta pandemia. Quais os principais desafios para se produzir e monetizar eventos como estes, que façam sentido para a comunidade da marca e que também consigam disputar a atenção com tantos outros similares em dias e horários?

Bibi > Acho que aqui temos que separar em duas vertentes: eventos corporativos para público fechado e eventos para público aberto (obviamente com presença de marca).

A forma de pensar na estratégia de comunicação partindo do princípio dessas duas vertentes difere bastante e interfere para o resultado do evento.

O ponto comum entre ambos é que a forma de retenção da atenção do público e consequentemente as interferências externas, como o celular, os filhos, os pets ou qualquer outra coisa que desvie o foco do espectador é totalmente diferente de quando estamos fazendo um evento presencial, e isso deve ser levado em consideração.

Saber que a mensagem para atingir o público passa a ser diferente, seja na forma de comunicar, seja no tempo que essa mensagem será passada, e principalmente como está o público neste momento atípico, para mim é essencial para pensar num evento online/híbrido de sucesso.

Em relação à atenção do público, acho que a grande provocação é: Como fazer o meu público interagir e criar o senso de pertencimento (tão possível no presencial) quando estamos fazendo evento online?

E para fechar, não distante de qualquer briefing que chega em agências, sejam elas de publicidade, digital ou live marketing, é responder a questão: Como ser/fazer diferente.

Feitos De Música > Com o cenário ainda caótico por conta da pandemia, como fica a seu ver o presente-futuro da indústria do entretenimento, ativações de marcas que dependem de aglomerações de pessoas já que as lives não suprem a experiência do calor humano?

Bibi > Os eventos presenciais vão voltar. Acredito muito nisso, mas tenho consciência que pode não ser tão já como todos esperamos. Enquanto isso, creio que tanto marcas como agências precisam entender como estabelecer o diálogo próximo que o Live Marketing sempre proporcionou.

Os eventos online/ híbridos não vão suprir a experiência dos eventos presenciais, mas sim proporcionar outras experiências, até que possamos estar todos novamente em eventos presenciais.

Mesmo assim, acredito que estes eventos serão mais constantes do que antes, e não vão deixar de existir, mesmo após estarmos prontos para a retomada dos eventos, e isso é ótimo. Do mesmo jeito que estamos ressignificando a maneira de nos comunicarmos, iremos ressignificar a maneira de fazermos eventos.

Feitos De Música > Em seu recente artigo “Para você que acha que rede social é somente tecnologia” para a Promoview, você reflete sobre a ressignificação que estamos fazendo de nossas vidas e também do uso e impacto das plataformas digitais. Dentro deste contexto, você acredita que o planejamento dos próximos eventos e ou festivais vão levar isso em consideração?

Bibi > Acabei respondendo um pouco essa pergunta na resposta acima rs. Acho que alguns eventos vão exigir essa readequação e outros vão seguir da forma que eram feitos anteriormente, exceto pelo fato de ter um cuidado redobrado com protocolos de segurança.

Mais do que o formato, como eu cito no artigo, é importante entendermos qual mensagem vamos passar, e saber ouvir e entender o lado sociológico e psicológico do nosso público.

Feitos De Música > Você já se realizou nesta área, ou ainda tem algum projeto específico que sonha em colocar em prática?

Bibi > Acho que a vida é um eterno processo em construção. Me sinto bastante realizada com o que eu conquistei até aqui, mas tenho muito ainda a conquistar. Não tenho foco em um projeto específico, acho que eu busquei essa profissão sempre buscando me superar e me desafiar a cada projeto.

Feitos De Música > Ser produtor(@) de eventos é… Se provocar e superar a cada entrega.

Feitos De Música > Para quem deseja ingressar neste mercado, quais as características, referências que este profissional tem que ter e ou adquirir?

Bibi > Ter determinação. Trabalhar com comunicação, mas principalmente com Live Marketing não é “glamour” como muitos pensam. É ter atenção aos detalhes, é minimizar ao extremo as possibilidades de falhas, precisa ter um olhar 360 para tudo. É estar disposto a se atualizar constantemente, a buscar soluções e principalmente, amar o que faz. Isso serve para qualquer profissão. Se você não estiver feliz, ou se não amar o que você faz, busque algo que te motive.

Que aula hein! Chegamos ao fim de mais um papo maravilhoso. Obrigado Bibi, por compartilhar um pouco da sua expertise conosco. Foi muito enriquecedor desfrutar de toda sua sensibilidade e visão de mercado.

Eu adorei saber um pouco mais do dia a dia de um profissional de eventos. Do olhar atento desde o recebimento do briefing até a entrega da ação. Se você leu até aqui, também deve ter anotado várias dicas importantes, dentre elas: que é preciso entender o comportamento do consumidor, público para criar uma experiência única, prenda a atenção e que gere conexão com sua audiência.

E para você, entusiasta do mercado de “comunicação e eventos” – que quiser acompanhar o trabalho e os projetos que a poderosa Haynabian Amarante vem desenvolvendo – basta seguir o perfil dela – @haynabian – no Instagram.

Abração e até a próxima,

Cristiano De Jesus

Cristiano De Jesus

Eu, comunicador e sonhador, filho da Dona Rosa e do Sr. João que, enquanto admira às belezas da vida, ouve boas histórias e muitas músicas para criar sua própria trilha sonora.

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