Arthur Valladão, do ensaio aos palcos da vida

Arthur Valladão, do ensaio aos palcos da vida

Prestes a lançar seu segundo EP, o talentosíssimo músico Arthur Valladão bateu um papo comigo e falou um pouco sobre suas referências musicais, processo criativo, sobre a participação na segunda edição do Coolrock Experienceaté sugeriu músicas para um possível feat com as outras bandas participantes – e muito mais na entrevista a seguir.

Revista Feitos De Música > Minha vozfalar da sua essência musical – o que curte ouvir e o que você canta.

Arthur Valladão > Como vivi minha adolescência na década de 10′, eu ouvi bastante rock indie e acho que boa parte da minha essência musical vem disso, assim como dediquei muito do meu tempo às bandas que formam a cena musical do Brasil hoje. Ainda assim, gosto muito de revisitar os artistas das décadas de 60, 70 e 80 que apresentaram novas sonoridades e nos influenciam até hoje, seja o iê-iê-iê, a tropicália, o disco ou o progressivo.

Revista Feitos De Música > Influênciasreferências de pessoas, artistas e estilos musicais em sua vida, seu trabalho.

Arthur Valladão > Como o indie é parte importante da minha formação, sou muito influenciado por Alex Turner, Kevin Parker e Julian Casablancas. Refiro-me especificamente a esses três porque são grandes nomes da música alternativa cujas obras refletem muito fortemente suas identidades, mesmo que trabalhando em conjunto com outros músicos.

Estive muito em contato também com as obras de bandas nacionais admiráveis como: O Terno, Selvagens à Procura de Lei, Maglore, Scalene, Cafe Republica, Ventre e Gorduratrans, o que foi muito importante para entender o que estava acontecendo ao meu redor e como poderia almejar um espaço na música brasileira. No entanto, não poderia deixar de citar grandes referências que carrego e sempre farão parte de mim: Beatles, Beach Boys, The Zombies, Yes, Pink Floyd, Mutantes, A Cor do Som, Clube da Esquina, MPB4, Elton John, Nick Cave e Cartola.

Arthur Valladão, foto Victor Ribeiro


Revista Feitos De Música > Quando você se percebeu artista, cantor? Que viver de arte, de música seria o que faria em sua vida?

Arthur Valladão > Acho que ainda estou nesse processo. Na verdade, acredito que a gente começa a se dar conta de que é artista quando os outros te reconhecem como tal.

Revista Feitos De Música > Como surgiu o projeto “Ensaio Sobre o Agora, Vol. 1” que você vem trabalhando com êxito, e quando teremos a honra de ouvir a continuação deste projeto?

Arthur Valladão > O Ensaio Sobre o Agora foi o projeto pensado por mim para um primeiro passo na carreira solo, ele reúne composições que acumulei desde os 16 anos e, por isso, tem um tom bastante jovial e aborda muito as questões emocionais e afetivas próprias dessa fase, nada mais que um ensaio – obra reflexiva – sobre o que estava vivendo quando o escrevi.

A divisão em dois volumes se deu por motivos criativos e a segunda parte do projeto estará disponível em abril de 2020 nas principais plataformas digitais.

Revista Feitos De Música > Eu gostaria de saber de você como artista, compositor, o que te inspira a criar e como é o seu processo criativo?

Arthur Valladão > A origem do processo é uma faísca, uma ideia de letra, temática, melodia ou harmonia que me vem à cabeça e todo o resto se estrutura a partir disso. A inspiração já é algo que está no momento da criação, ela está sujeita a minhas emoções, ao contexto em que estou inserido, ao que estou consumindo e muitas outras coisas.

Arthur Valladão e Os Consoantes

Revista Feitos De Música > Você e os Consoantes foram anunciados recentemente no line up do evento Coolrock Experience. Como surgiu este convite e o que podemos esperar desta apresentação de vocês?

Arthur Valladão > O convite da Juliana, organizadora do evento, não foi lá uma grande surpresa, já que a gente mantém boas relações desde que nos conhecemos no ano passado e ela já havia manifestado vontade de nos chamar para tocar no Coolrock. Mas foi uma alegria imensa, de qualquer forma, saber que iríamos nos apresentar logo nessa segunda edição e tão bem acompanhados.

Esse é o nosso primeiro show do ano, então podem esperar uma apresentação bem cativante, ao mesmo tempo que profunda. Nosso objetivo é e sempre será provocar forte catarse em todos.

Revista Feitos De Música > Fale um pouco sobre ‘Os Consoantes’. Quem são estes jovens músicos maravilhosos e como surgiu a parceria de vocês?

Arthur Valladão > Logo que decidi pela carreira solo, surgiu a necessidade de ter comigo uma banda para apresentações ao vivo. Nesse momento, o Guilherme Niskier (guitarra) e o André Rennó (baixo), já amigos próximos, eram nomes que não me deixavam dúvidas. Portanto, faltavam um tecladista e um baterista, que, por indicação do André, vieram a ser Pietro Geronimi e Eric Fabbriani. A banda mostrou-se coesa já no primeiro ensaio e as relações de amizade não seguiram outro caminho.

Os Consoantes são, antes de tudo, grandes amigos por quem tenho muito carinho.

A formação foi alterada em janeiro deste ano quando o Eric se mudou para a Austrália, com o objetivo de estudar música, dando lugar ao ilustríssimo Thomás Medeiros.

Revista Feitos De Música > Com base no perfil das outras duas bandas – Quarto e Verbara – que são maravilhosas. Se fosse rolar um feat de todos vocês no palco do Coordenadas Bar, qual seria a música que você sugeriria?

Arthur Valladão > Fico entre “Hey Amigo”, “Domingo no Parque” e “Sapato Velho”.

Revista Feitos De Música > O que significa ser “Feito De Música” para você?

Arthur Valladão > Significa ter na música sua força vital.

E ai, gostaram de saber um pouco mais sobre este artista da nova geração que vem despontando cada vez mais no cenario musical? Para você ficar por dentro da agenda do Arthur, basta seguir o IG dele no Instagram.

Abração e até a próxima,

Cristiano De Jesus

Cristiano De Jesus

Eu, comunicador e sonhador, filho da Dona Rosa e do Sr. João que, enquanto admira às belezas da vida, ouve boas histórias e muitas músicas para criar sua própria trilha sonora.

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