Os bastidores da fotografia em shows por Yuri Corrêa

Os bastidores da fotografia em shows por Yuri Corrêa

O bate papo de hoje é com meu amigo Yuri Corrêa, ele é Music Photographer e vai falar um pouco sobre “Experiência e Música” através da Fotografia. Abaixo, um breve perfil para você saber que ele não é só um rostinho bonito rs.

Perfil 

Sou um quase formado publicitário morador da Ilha do Governador e faço parte de uma banda de rock autoral chamada Radio Front. Desde a minha adolescência eu curtia fotografar com o celular ou com algumas câmeras mais baratas mas foi na faculdade que esse interesse se deu mais presente.

No segundo período tive aula de fotografia, comprei minha primeira camera profissional e comecei a fotografar de verdade. O interesse em fotos de shows veio de forma natural. Comecei a tocar guitarra com uns 15 anos, então foi uma conexão bem simples.

Fale um pouco sobre o seu processo criativo. Existe um planejamento prévio para registrar um show ao vivo?

Tento buscar referências anteriormente ou então lembrar de algum clique que não consegui fazer em um show anterior. Procuro chegar bem cedo na casa pra conhecer todos os cantos que eu posso explorar durante o show. Busco também saber do que a banda precisa batendo um papo antes.

Sua ‘marca’ como fotografo é eternizar a experiência de um show através da imagem. Que música seria capaz de retratar, embalar este seu posicionamento?

Talvez seja a música “Live Forever” do Oasis, no sentido da vida passar mas o registro ficar.

Você fotografou recentemente os shows do cantor Lenine e dos Titãs. Artistas que você também é fã. É mais fácil trabalhar com seus ‘ídolos’, ou o frio na barriga aumenta?

O frio na barriga aumenta hahaha Mas tento relaxar e aproveitar o momento. Sempre dá certo no final. Sempre vai ter alguma dificuldade, mas procuro arranjar alternativas de superar isso e fazer um bom trabalho.

No Titãs por exemplo, não tinha pitch (área reservada para fotógrafos), o palco tava bem recuado, a plateia ficava sentada, então não podia ficar muito tempo na frente. Esses tipos de coisas acontecem mas é preciso dar um jeito. Acho que o mais importante de tudo é se divertir com que se faz.

Titãs por Yuri Correa

Qual o seu maior desafio como visual storyteller ao ter que registrar um show? Contar o que esta acontecendo ‘ao vivo’ nos bastidores e entregar um material inspirador não só para o cliente, mas, sobretudo, para a comunidade da marca dele?

O maior desafio é tentar resumir em imagens a energia daquele momento. Se o show foi agitado, as fotos precisam transparece isso. A galera pulando, os músicos suados em cima do palco etc. Por outro lado, um show acústico, geralmente, tem um vibe mais soft. Então as fotos precisam retratar uma certa leveza. Busco ter um olhar que ninguém mais tá tendo naquele momento do show, o que é bem difícil.

Outra dificuldade de fotografar shows é que você não tem o controle de absolutamente nada! Nem da plateia, nem da luz, nem da banda, de nada. Quando você já fotografa uma banda até é possível ter noção do que vai acontecer, mas quando é uma banda nova, a dificuldade aumenta bastante. De qualquer forma, é legal tirar proveito de tudo que acontece, as coisas boas e também as ruins.

Lenine por Yuri Correa

Quais as principais dicas que você daria para quem esta começando a fotografar? E mais, como encontrar, criar sua marca?

Pra mim, qualquer tipo de fotografia é prática e conexão. O importante é realmente gostar da área que você está clicando, sentir uma conexão com aquilo e sempre praticar. Com o tempo as questões técnicas vão evoluindo e tudo vai ficando mais fácil.

Uma dica que eu dou é não focar apenas no equipamento. Quantas vezes eu escutei “também, com essa camera ai, né?”  Hahahhaa como todo fotógrafo escuta. Tem que estudar bastante, investir em cursos e workshops, ver vídeos no YouTube, ler revistas. Isso tudo vai ficando na mente e a fotografia vai evoluindo. Não adianta ter uma Ferrari se você não sabe dirigir.

Emmily Barreto, vocalista da Far From Alaska por Yuri Correa

Como qualquer profissão, é difícil criar uma carreira sólida. Eu tenho só quatro anos trabalhando como fotógrafo profissional e sei que ainda tenho muito para aprender. Para criar uma marca é preciso se diferenciar, que seja no menor detalhe.

É preciso achar um diferencial pro seu trabalho. O que você tem que mais nenhum fotógrafo tem? Buscar diferenciações é o principal desafio para se criar uma marca, mas é o mais necessário também. Pegue suas referências e aplique a sua interpretação daquilo.

E ai, curtiram saber um pouco mais sobre os bastidores da vida de um fotógrafo profissional na cobertura de um show? Quando a gente vê a foto, não imaginamos o trabalho que a precede não é?

Outro ponto importante é, viu a foto na internet, quer respostar? Pode! Mas dê o credito, diga quem fez a foto. Custa 0 ser honesto e valorizar a arte do outro 😉

Ah, e para saber mais sobre o trabbalho do Yuri Corrêa, basta seguir o Instagram dele.

Estamos também no Facebook, não deixe de seguir nossa Fanpage!

Até a próxima,

Cristiano De Jesus

 

Cristiano De Jesus

Eu, comunicador e sonhador, filho da Dona Rosa e do Sr. João que, enquanto admira às belezas da vida, ouve boas histórias e muitas músicas para criar sua própria trilha sonora.

Deixe uma resposta

%d blogueiros gostam disto: