Cida Santana, de boa ouvinte de música à porta voz do Samba

Cida Santana, de boa ouvinte de música à porta voz do Samba

Olá jovens, sejam bem-vindos!

Eu bati um papo super gostoso com a cantora Cida Santana. Ela que se divide em trabalhar como funcionária pública na área de Educação, em ser mãe de um príncipe lindo – o melhor papel de sua vida – e também, em levar muita alegria em forma de música à vida das pessoas.

Bem, fiquem à vontade para conhecer um pouco mais da dona desta incrível voz que está conquistando cada vez mais espaço não só aqui em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, mas em todo o Estado do Rio de Janeiro.

Minha voz

Minha essência musical é a música popular do Brasil. Ouço de tudo, tenho imenso prazer em ouvir e pesquisar músicas. “Antes de me descobrir cantora, me encontrei como uma boa ouvinte de música” reforça Cida. Ouço de tudo. Gosto de dizer que sou uma cantora sambista. Porque canto músicas brasileiras e sou uma mulher do samba.

Influências Musicais:

Meus pais ouviam de tudo. Lembro-me de ouvir muito Roberto Ribeiro e Bezerra da Silva. E, em minha memória visual tenho ainda bem viva as capas das coleções de discos do Roberto Carlos de minha mãe. Na adolescência me recordo do meu primeiro amor em forma de disco que foi “As canções que você fez pra mim” que Maria Bethânia gravou. Cantava todas incessantemente! Isso, claro, sem parar de estar nas rodas de samba rs.

Carreira:

No momento estou fazendo participação em algumas rodas de samba, planejando a gravação do meu primeiro EP e ensaiando o meu show Matriarcas do Samba que estréia no dia 14 de junho na Casa de Cultura de Nova Iguaçu.

Como faz para conciliar família e carreira?

Não é nada fácil conciliar carreira e família. No meu caso, tenho um filho de 08 anos, o Luther. Muito inteligente e carinhoso, que exige de mim muito amor e atenção. Somos muito apegados um ao outro, mas meu filho torce muito por mim, então mesmo tão pequeno, encontro nele um amigo, um apoiador. Isso é bom demais!
Como é a recepção do seu trabalho, sua arte na vida das pessoas?

Olha, a resposta das pessoas que gostam do meu trabalho, que se sentem bem com o meu canto, é tudo! São coisas que você não tem como mensurar… É muito bom fazermos algo com sentimento sincero, com alegria e ver que aquilo chegou às pessoas com a mesma energia que saiu de você. É algo realmente maravilhoso.

Percebi que o Samba tem um espaço especial em seu coração. O que ele trouxe para sua vida?

O samba como disse faz parte do que eu sou. Eu também sou o samba. O samba é uma voz que tem o que dizer. Eu ouço samba e o vivo. Por isso digo que sou o samba também. O samba é continuidade. E eu vou caminhando com ele.

Abaixo um vídeo da participação que fiz no show do Sr Nelson Sargento que fiz no Teatro Rival, no Rio. Referente ao Projeto Nelson Sargento em Casa. Foi uma grande alegria poder fazer parte deste momento único na vida deste grande ídolo.

Viver de música:

Viver de música é uma coisa bem complicada, principalmente aqui no Brasil. Aqui não é um país que incentiva a cultura, não vê um potencial na cultura. Quando eu me percebi cantora, eu fui estudar, continuo estudando canto na Escola Portátil de Música que fica na Urca. Também fiz aulas de técnicas vocais na Glória. Este é um mundo de investimento contínuo, seja financeiro, de presença e imagem, de social media e o retorno financeiro nem sempre supre o investimento que fazemos. Claro, que varia de segmento e de oportunidades. Mas o que me mantém no caminho é a paixão que eu tenho, o prazer de estar no palco e acreditar no que me faz feliz.

Feita De Música:

Eu acho que a música é um instrumento educador. A música é inclusiva, educadora, didática, transformadora. Eu sou nascida aqui em Nova Iguaçu. Contudo, bem nova fui morar no interior do Rio, em Miracema e lá não tínhamos muitos recursos, éramos muito pobres, foi uma infância muito difícil. Mas lá nós tínhamos muito acesso à música. E em grande variedade, bem como: músicas regionais, sertanejas, modas de viola, do grupo de cultura popular Mineiro Pau e Caxambu – conhecido também como Jongo – que tiveram uma grande influência em minha formação. Depois de um tempo começou a pegar na cidade uma rádio FM que trouxe além dos grandes nomes da MPB como Emílio Santiago, Maria Bethânia, Ângela Maria, Roberta Miranda, algumas músicas internacionais.

Como deu para perceber, eu ouvia muita música, e isso me ajudou a perceber as nuances, melodias, me ajudou a ter uma maior sensibilidade, entender e aceitar as diferenças, adoro esta dinâmica. Quando estou pesquisando sobre música eu fico muito atenta a tudo isso. Música sempre esteve presente em minha vida. Eu tenho trilha sonora para tudo, adoro espetáculos musicais, principalmente com mulheres cantando, me representando. Quando estou ouvindo, sinto esta ação transformadora. Quando estou no palco, é um mergulho em mim, para poder levar através de minha voz, a emoção necessária e assim tocar o coração do outro que está me ouvindo. Acho que esta é a grande magia do palco, é o que gosto e acredito conseguir passar para as pessoas que vem até mim.

Te apresento:
Tenho ouvido bastante uma cantora maravilhosa chamada Ilessi e também muitas coisas da parceria divina da minha mestra Amélia Rabello e de Rafael Rabello. São músicas para alimentar nosso coração.

Chegamos ao fim de mais um bate papo incrível, mas para você que curtiu o trabalho da Cida Santana, e quiser acompanhar mais de perto, pode segui-la através do seu IG no Instagram , através de sua FanPage no Facebook e também através de seu canal no YouTube e assim ficar informado sobre os próximos eventos que ela vai participar.

Obrigado pela companhia e até breve,

Cristiano De Jesus

Cristiano De Jesus

Eu, comunicador e sonhador, filho da Dona Rosa e do Sr. João que, enquanto admira às belezas da vida, ouve boas histórias e muitas músicas para criar sua própria trilha sonora.

3 comentários sobre “Cida Santana, de boa ouvinte de música à porta voz do Samba

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